quarta-feira, 26 de maio de 2010
O Metrô Chegou na Barra da Tijuca. Viva a Linha 4!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
ESTRADA VELHA (BASTANTE VELHA) DE JACAREPAGUÁ

O bairro de Jacarepaguá atualmente está passando por um crescimento fantástico, com aumento incrível no número de edifícios, acarretando também uma expansão comercial muito grande. Esta Estrada, além de ser uma das únicas vias de grande porte da região, é a responsável pela conexão de Jacarepaguá com a saída da Barra para Lagoa, e, se estivesse em boas condições, certamente ajudaria a reduzir o fluxo na Serra Grajaú – Jacarepaguá e na Av. Ayrton Senna.
Infelizmente a situação da Estrada Velha de Jacarepaguá é bastante crítica, logo em seus primeiros quilômetros encontramos o primeiro obstáculo. Devido ao seu intenso movimento de veículos pesados, como ônibus e caminhões, e sua camada de asfalto que há muito tempo não é renovada, a estrada começa a ceder.


Este quebra galho que a administração pública teima em realizar na verdade ajuda na proliferação de buracos pela cidade, uma vez que altera a superfície das ruas aumentando o atrito com os pneus, o que leva ao desgaste prematuro do asfalto, aumentando ainda o peso sobre o solo a cada camada que é aplicada, deixando-o frágil.


Para nossa surpresa, no dia em que estivemos no local, lá estava a prefeitura realizando a maldita prática.

Passando da comunidade do Rio das Pedras, onde o transito de pedestres é alucinante, alcançamos a Estrada do Itanhangá, local onde a situação da via nos relembra o descaso dos políticos com a nossa sociedade. Começando por um trecho de aproximadamente um quilometro sem acostamento, sem sinalização e até mesmo sem iluminação.

Pouco mais a frente podemos observar o desgaste do asfalto, que, além de não receber uma nova camada, há anos sofre com os freqüentes alagamentos na região.

Outro fato muito importante para deterioração desta estrada é a ocupação irregular do solo, havendo grande ocorrência de tubulações de água clandestinas. Muitas destas sob o asfalto da Estrada Velha de Jacarepaguá. Na foto abaixo é aparente o flagrante desta prática muito corriqueira na região.

Na altura da conhecida Comunidade Tijuquinha a situação fica realmente alarmante. O asfalto deu lugar a inúmeros buracos, cheios de água, tendo o motorista que redobrar a atenção para escolher em qual cair. Em função deste trecho estão ocorrendo engarrafamentos diários no local.


Assim como a Estrada Velha de Jacarepaguá, sabemos que inúmeras outras se encontram em estado elevado de degradação. A conservação das vias de rodagem urbanas é importante não só para evitar os danos materiais aos usuários, mas também para evitar acidentes, fazer o trânsito fluir nos grandes centros, encurtar distâncias e trazer segurança a população.
O Estado do Rio Merece Mais.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
DÉCADAS DE ENCHENTES
“Um dia Deus,
fechou os olhos, respirou bem fundo,
e escolheu o seu lugar no mundo,
disse que ali seria o seu refugio;
E revelou,
que ali faria as montanhas mais belas,
derramaria oceano em torno delas,
e pintaria o céu de um novo azul...”
Como pode-se observar no trecho da música Terra Prometida, autoria de Maria Fernanda Geraldi Freitas, acima citado, Deus fez o seu papel. Deu ao Rio de Janeiro um cenário deslumbrante.
Não sabia ele que suas belíssimas montanhas seriam ocupadas de forma desorganizada, e ainda, que as autoridades responsáveis pela administração do seu paraíso nada fariam para evitar esta ocupação e também para direcionar a força das águas derramadas.
O Estado do Rio de Janeiro passou na última semana, dia 5 de abril de 2010, por mais uma tragédia anunciada, as chuvas torrenciais que causaram enchentes, deslizamentos de terra, mortes e prejuízos de diversas naturezas.
As chuvas no Rio de Janeiro são resultado de um conjunto de fatores que a décadas se repetem, e nenhuma medida efetiva foi tomada, sofrendo o estado com enchentes nos anos 40, 50, 60, 70, 80, 90 e a última agora em 2010.
Existem os fatores naturais, que independem de ajuda humana, que são o posicionamento global no trópico de capricórnio, zona de chuvas fortes resultante de encontro de massas de ar. A topografia montanhosa a beira mar que acarreta nas chuvas de falésia, e ainda a vegetação típica de mata atlântica que se desenvolve em uma fina camada de terra sobre os maciços rochosos, ficando propicias ao deslizamento.
Já os fatores artificiais, resultantes da atividade humana, como a ocupação desorganizada das encostas, acarretando em um desmatamento criminoso da mata atlântica, que é a responsável pela estabilidade do terreno. O depósito de lixo em vias públicas, fazendo com que este siga o caminho das águas entupindo bueiros e galerias, e a opção do estilo urbano de vida, realizando a troca do solo permeável pelo concreto.
Por fim os fatores políticos, atitudes que a décadas deveriam ter sido tomadas por nossos administradores, mas infelizmente ficaram estes inertes.
A política educacional sobre ocupação regular e organizada do solo, alertando também sobre o correto depósito do lixo, incluindo uma ação de incentivo a reciclagem, evitando a construção irregular e o entupimento de galerias pluviais.
O estudo de risco de áreas de encosta com a devida remoção das famílias dos locais em ordem de gravidade da situação, evitando as mortes por deslizamento, que somente este ano já atingiram o incrível número de aproximadamente 350 pessoas.
O início imediato de obras de infra estrutura urbana para evitar os alagamentos, como redimensionamento e limpeza de galerias pluviais, dragagem de córregos e canais viabilizando a drenagem e escoamento das águas.
Um exemplo de obra de infra estrutura urbana foi o Túnel Extravasor do Rio Maracanã, no final da década de 60. A SURSAN, uma secretaria especial de estudos e obras do então Estado da Guanabara, iniciou um estudo de bacias hidrográficas buscando solução para minimizar os alagamentos na cidade de Rio de Janeiro. Este seria um túnel de aproximadamente 7,5 km, a ser escavado entre a região da Muda (Alto da Tijuca) e o costão da Avenida Niemeyer, na entrada do Vidigal. Serviria como um ladrão, escoando as águas dos Rios Maracanã, Joana e Trapicheiros.
Seriam então evitadas as enchentes nos bairros da Tijuca, Andaraí, Maracanã, Estácio e principalmente a "famosa", que se repete em todos os anos, na Praça da Bandeira. Como o traçado do Túnel Extravasor atravessa outras serras e morros, seriam também captados os Rios dos Macacos e Rainha, responsáveis pelas enchentes que ocorrem nos bairros do Horto, Jardim Botânico, Lagoa e Gávea.
A obra foi licitada e a escavação do Túnel iniciada no final de 1969 pelo emboque do costão do Vidigal, sendo escavados 1500m de túnel por este emboque e, por falta de verbas, a obra foi paralisada no final de 1971. O pequeno trecho escavado existe até hoje.
Em resumo as tragédias ocasionadas pelas chuvas no estado do Rio são de responsabilidade de todos os seus habitantes, sejam políticos ou mero civis, mas certo é que as soluções estão nas mãos dos primeiros.
Nos jornais de hoje, dia 14 de abril de 2010, foram anunciadas algumas medidas que serão tomadas pela administração pública visando prevenir novas enchentes e deslizamentos. Esperamos somente que não parem antes mesmo da metade, como o Túnel Extravasor acima citado, pois em um futuro próximo chuvas como estas serão mais freqüentes e mais intensas em função do aquecimento global e outros fenômenos naturais.
Basta!
O Estado do Rio merece mais.
Veja o video sobre as enchentes: http://www.youtube.com/watch?v=BgVdMI2YkYw
Saiba mais sobre as enchentes no Estado: http://aleosp2008.wordpress.com/2008/11/29/rio-de-janeiro-as-grandes-enchentes-desde-1711/
segunda-feira, 22 de março de 2010
QUARTO CAMPEONATO DE FUTEVOLEI – AMIGOS DO ESCRITÓRIO DA PRAIA
Ocorreu neste sábado, dia 20 de março de 2010, a quarta edição do Campeonato de Futevôlei Amigos do Escritório da Praia. O evento foi realizado nas areias do posto 6 da praia da Barra da Tijuca, em frente ao quiosque “Escritório da Praia”.
O “Escritório” é conhecido por ser um quiosque com excelente atendimento, podendo lhe servir desde uma deliciosa água de coco até um vinho de qualidade recém tirado de uma adega climatizada. Mas sem dúvida o sucesso do quiosque, e motivo por ser tão adorado pelos freqüentadores, é reflexo do carisma do casal André e Eliane, que estão sempre prontos para lhe atender com o melhor humor.

Além de proporcionar um show de jogadas e muita curtição, o campeonato levou um pouco de música ao ambiente, que colocada em volume perfeito acompanhou as partidas criando um clima sem comparação, até mesmo para quem foi somente dar um mergulho no mar.
O campeonato reuniu um público considerável, na grande maioria amigos dos participantes e freqüentadores habituais do “Escritório”, o que acarreta em um aumento no volume de lixo produzido. Sem problema, apenas meia hora após o término da premiação o local já se encontrava limpo e organizado. Ponto para a organização do evento.
Este foi o Quarto Campeonato de Futevôlei Amigos do Escritório da Praia, que venha o quinto!
quinta-feira, 11 de março de 2010
APROVADA NOVA REGRA DE DISTRIBUIÇÃO DE ROYALTIES
Grande polêmica surgiu em torno da chamada "emenda Ibsen", que, criada pelo deputado Ibsen Pinheiro, acaba com a divisão por royalties e retoma a distribuição por participação especial, na qual 50% do montante arrecadado vai para a união, e os 50% restantes para todos os Estados e municípios.
Simulando uma distribuição com valores atuais, o estado do Rio de Janeiro deixaria de arrecadar no próximo ano cerca de R$4.800.000.000,00 (quatro bilhões e oitocentos milhões de reais).
Royalty é o valor pago ao detentor de uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos direitos de sua exploração comercial. Deste modo nada mais justo que seja pago ao Estado e aos Municípios que exerçam jurisdição sobre a área territorial em que a jazida está localizada.
O artigo 24 do Decreto nº 1 de 11 de janeiro de 1991 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D0001.htm), estabelece que os Estados e os Municípios deverão aplicar os recursos proveniente dos royalties, exclusivamente em energia, pavimentação de rodovias, abastecimento e tratamento de água, irrigação, proteção ao meio ambiente e em saneamento básico.
Este é mais um demonstrativo de que os royalties têm uma natureza compensatória, tendo em vista que a extração do petróleo acarreta danos ambientais, seu transporte utiliza e danifica rodovias, onde é encontrado ocasiona um crescimento populacional que sem os recursos necessários seria impossível prover saneamento básico e outras condições para uma ocupação de solo organizada.
A emenda foi aprovada por 369 votos a favor, 72 contrários e duas abstenções. Revoltante é o fato de que na bancada do Rio de Janeiro foram registradas 4 ausências, e não obstante, o Deputado Federal Adílson Soares (Partido da República - PR) votou a favor da emenda.
Agora só nos resta esperar, o projeto vai tramitar no Senado Federal que funcionará como casa revisora, caso este não o cancele restará ainda o veto do Presidente Lula, ou de quem o estiver representando, tendo em vista que o presidente está muito ocupado fazendo campanha eleitoral.
Sem os recursos dos royalties o Estado do Rio entrará em colapso. Vamos defender o que é nosso!!!
O Estado do Rio merece mais.
terça-feira, 2 de março de 2010
Justiça determina que o Estado do Rio de Janeiro reabra o Piscinão de São Gonçalo.
A obra, que fora realizada pelo Governo do Estado e inaugurada em 2004, teve custo de R$13.000.000,00 (treze milhões de reais). Sua administração foi então delegada para Prefeitura de São Gonçalo, que alegando não ter recursos para manter o “circo”, digo o Piscinão, devolveu a responsabilidade para seu criador.
No dia 18 de dezembro de 2009, o Juiz Willian Douglas da 4ª Vara Federal de Niterói, observando a degradação do local, determinou que o Piscinão fosse reaberto a população no prazo de 30 dias, encaminhando ainda ao Governador Sérgio Cabral uma intimação para audiência especial, para tratar do assunto.
O juiz afirmou ainda que o Governo do Estado deverá arcar com o custo da recuperação da área de mangue afetada com a construção que fora feita sem o devido estudo de impacto ambiental.
-- Que absurdo!!! Leitor, não tente fazer isto em casa.
No dia 24 de fevereiro de 2010, não atendidas as exigências judiciais, novamente o Juiz Willian Douglas se manifestou para que fosse o Piscinão reaberto de forma imediata, afinal o povo merece que a obra realizada com dinheiro público funcione, sendo respeitada a devida função social do bem.
Deste modo a Secretária Estadual de Obras informou que, na sexta-feira dia 19 de fevereiro de 2010, assinou o contrato com a empresa que ficará responsável pelas obras necessárias a reabertura do Piscinão. O prazo para conclusão dos serviços é de dois meses, e o custo para o Estado será de apenas R$3.900.000,00 (três milhões e novecentos mil reais).
-- Que Circo é esse???
Chega de “palhaçada” – O Estado do Rio merece mais.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Obras do Estado vão ter cotas para ex-presos.
O Governador Sergio Cabral afirmou ainda que após conversa com o ministro Gilmar Mendes e com o presidente do Tribunal de Justiça Luiz Zveiter, tal cota poderia ser imposta como requisito as empresas que pretendem participar de processos licitatórios.
Visando as obras da Copa do mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, já se estipula que pelo menos 5% das vagas de trabalho sejam destinadas ao sistema de cotas para a população carcerária.
Os objetivos principais desta medida seriam a reintegração do preso na sociedade e a redução do número de pessoas presas em delegacias.
Acredito que esta iniciativa do Governo do Estado esteja fundada em boas intenções, mas certo é que muitos problemas irão surgir desta medida.
A primeira delas é o fato da responsabilidade sobre a pessoa do preso trabalhador, que certamente será das empresas terceirizadas, uma vez que estas serão os empregadores da população carcerária, respondendo diretamente por seus atos.
Outro ponto que jamais poderia ser esquecido é o fato de que pessoas desempregadas e qualificadas para o trabalho estariam perdendo oportunidade para os presidiários, mediante a intenção “nobre” de reintegração destes na sociedade.
Observando o objetivo de redução do número de presos em delegacias, fica claro que o presente sistema de cotas nada mais é do que uma solução para desafogar o sistema carcerário estadual que agoniza.
Tais medidas para reintegração do preso na sociedade deveriam começar nas cadeias, com cursos profissionalizantes, acompanhamento psicológico, e atividades que dessem sentido ao novo começar de um presidiário.
O que destoa em muito da atual realidade, onde podemos observar um total descaso com a população carcerária, que vive – ou sobrevive - abandonada pelo Estado, em condições sub-humanas, alimentando apenas seu ódio interior e a vontade de sair da prisão não como pessoas melhores, mas como criminosos pós-graduados.
Temos que buscar uma melhora em nosso sistema penitenciário, objetivando a profissionalização da mão-de-obra do preso enquanto este paga sua conta com a sociedade. Para que deste modo possam vir concorrer de igual para igual com os milhares de desempregados do Estado, não dependendo de um sistema de cotas que objetiva apenas esconder a realidade, criar um desconforto social e gerar encargos sem limites aos empregadores.
Chega de “quebra galho” - o Estado do Rio merece muito mais.
